sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O Que São Carboidratos ?






Existem basicamente dois tipos de carboidratos: Carboidratos não-fibrosos e Carboidratos fibrosos


Os carboidratos não-fibrosos dividem-se em Carboidratos Simples e Carboidratos complexos . Estes são facilmente absorvidos pelo intestino e utilizados como principal fonte de energia pelo organismo. Os carboidratos simples como o açúcar de mesa,geléias,frutose,etc., possuem uma pequena cadeia química, de forma que são absorvidos rapidamente pelo intestino. Os carboidratos complexos, tais como batata,arroz,pão,macarrão,etc,. possuem uma grande cadeia química e requerem mais tempo para serem absorvidos pelo intestino. Ambos os carboidratos serão transformados em glicose no intestino para que assim possam ser absorvidos pela corrente sanguínea.


Já os carboidratos fibrosos, também conhecidos como celulose, são dificilmente absorvidos pelo intestino, de forma que não são utilizados como fonte de energia, mas como suplemento de vitaminas e minerais e ajudam a manter o trato intestinal saudável através de uma espécie de varredura promovida pelas fibras da celulose. Dietas altas em Fibras(celulose) parecem evitar doenças como, câncer de cólon e hemorróidas. Arroz integral,cereais,como aveia,trigo e cevada são exemplos de alimentos com alto teor de fibra.

Todo fisiculturista deve consumir carboidratos não-fibrosos durante o dia para garantir energia para seu treinamento e recuperação e carboidratos fibrosos para garantir a saúde.


Os Bons Carboidratos


Precisamente, há um amplo espectro de carboidratos, de muito ruins e nem tão ruins até bons e, finalmente, muito bons. Uma dieta bem planejada faz bom uso dos bons carboidratos.


Nunca se questionou os benefícios do consumo de carboidratos como hortaliças,feijões e frutas. Mas antes, quando a doutrina antigordura ainda reinava, aprendíamos que até os carboidratos refinados com mais amido – pão branco,massa branca,batata e arroz instantâneo- eram saudáveis. Entretanto, esses alimentos minavam nossos melhores esforços para emagrecer.

Todos carboidratos, até as hortaliças mais saudáveis contêm açúcar. Os amidos, como os encontrados na batata, no arroz e na farinha de trigo, são simplesmente cadeias de moléculas de açúcar. Durante a digestão o organismo extrai esses açúcares e os aproveita, fornecendo-nos energia vital. Sem açúcar, morreríamos.

Existe um hormônio do nosso corpo denominado Insulina. A missão desta é retirar nutrientes do sangue e colocá-los à disposição de vários tecidos no corpo. A Insulina exerce importante ação metabólica sobre o metabolismo de proteínas no músculo, promove ações nos tecidos adiposos e efeitos sobre os substratos energéticos circulantes(glicose). Resumindo , a função da insulina é transportar açúcar sanguíneo até as células, onde ele pode ser queimado para produzir energia imediata ou armazenado para uso posterior.

A liberação de insulina na corrente sanguínea é também relativa ao tipo de carboidrato que se consome. Esta resposta é plotada em um gráfico denominado Índice Glicêmico. A propensão que o alimento tem de causar variações no nível de açúcar do sangue é conhecida como índice glicêmico ( IG) . O IG foi desenvolvido na década de 1980 pelo Dr. David Jenkins, da universidade de Toronto. Esse importante conceito não estava disponível para quem elaborou as primeiras dietas. Carboidratos Complexos , tais como aveia, arroz integral e macarrão, tem baixo índice glicêmico, enquanto carboidratos simples, tais como açúcar de mesa e a maltose, têm alto índice glicêmico. O índice glicêmico varia de 100 a 1. A glicose pura é atribuído o valor 100, enquanto á gordura é atribuído o valor 1, todos os outros alimentos ficam entre estes valores ( Ver tabela de índice glicêmico). Quanto mais rápido o açúcar no sangue sobe após a refeição, mais rápido ele baixa. Na verdade, depois de refeições com alto índice glicêmico, o nível de açúcar no sangue tende a subir rapidamente e epois desce a um nível menor do que estava antes. Essa “Montanha-Russa” provoca diversas sensações, inclusive uma irresistível vontade de comer, fadiga grave,sonolência, dor de cabeça e ansiedade.

Outra ação importante da insulina é sobre o mecanismo da síntese protéica. A insulina tem um efeito anti-catabólico e anabólico, porque aumenta o transporte de aminoácidos, principalmente os aminoácidos de cadeira ramifica( BCAA) para dentro do músculo, prevenindo a quebra de proteínas intramusculares. A síntese de glicogênio intramuscular também depende da insulina para carrear a glicose para dentro do músculo a fim de promover recuperação tecidual, após o exercício. Estes efeitos da insulina criam um perfeito ambiente metabólico para crescimento e recuperação tecidual, enquanto o corpo se recupera de intenso treinamento.

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